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Economia

HÁ QUASE 1 MÊS FECHADA, FRONTEIRA É RETRATO DE CRISE

HÁ QUASE 1 MÊS FECHADA, FRONTEIRA É RETRATO DE CRISE

20/04/2020 12h49
Por: administrador
Fonte: PORÃNEWS
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Prestes a completar um mês fechada, a fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai é o cenário de isolamento e perdas na economia. Do lado brasileiro desde o início do mês as lojas do comércio trabalham das 9 às 16 horas. O movimento caiu até 60% segundo os lojistas mas ainda compensa diante do cenário triste que se vê o outro lado da linha internacional. Já em Pedro Juan Caballero as medidas de segurança mais rígidas na saúde diante do coronavírus mantiveram o comércio todo fechado, as lojas paradas e praticamente metade dos funcionários já 

 

 

Como se já não bastasse o prejuízo dos trabalhadores de Pedro Juan Cabellero que estão obrigados a ficarem em suas casas, ladrões aproveitam o toque de recolher para invadir e saquear os box (cassillas) do lado Paraguaio

 

 

O presidente da Câmara de Indústria, Comércio Turismo e Serviços de Pedro Juan Caballero, Víctor Hugo Barreto alega que o setor está em grandes dificuldades lembrando que em feriados nesta época recebiam até 3 mil pessoas por dia. "Nosso faturamento é zero, todas as lojas estão fechadas. Apenas algumas empresas estão vivendo da reserva, mas a grande maioria não tem como aguentar a crise"

 

 

Ele destaca que os efeitos mais nocivos recaem sobre as pequenas empresas, a grande maioria no varejo. "Entendemos que o Governo tomou as medidas por segurança, mas diante do cenário muitas empresas vão fechar. Elas não têm estrutura para aguentar a pandemia tomada. É uma medida extrema todo mundo quarentena mas o mais afetado é o setor econômico. Muitos que tem uma reserva reduziram a estrutura e equipe mas a maioria demitiu".

 

 

O presidente da Câmara Paraguaia salienta que o Governo prometeu dar ajuda e subsídios de até 50% do seguro desemprego. "O Governo prometeu este mês subsidiar 50% do seguro e o resto tem algumas outras estratégias para os informais. Mesmo assim não fazemos o que fazer ao certo, pois dependemos do Brasil deste fluxo de turistas para sobreviver. A crise bateu na fronteira, a economia será duramente afetada", concluiu.

 

 

Diante da situação ambos lados é uma imagem triste de fome e desemprego.

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